
Sinto que a minha alma pede descanso…
Um esforço de evasão do corpo ao qual tem dedicado a sua existência.
Este meu âmago pede descanso…
A parte mais profunda do “ser” tem uma forma estranha de libertação e repouso. Para que tal aconteça é necessário um afastamento do pólo ao qual se tem dedicado exaustivamente.
“A alma é aquilo que o corpo recusa.”
Auguste Chartier
Este trabalho, parte do pensamento de que em momentos a nossa alma parte para um descanso temporário, instantes em que deixa o “ser” humano e os seus “compromissos” diários, e se afasta do coração, do íntimo, do corpo e parte para um estado de hibernação, deixando a sua “casa” vazia de significado mas ao mesmo tempo em estado de carregamento de energia.
A libertação da alma, não está ligada à morte, nem à sua separação do corpo de forma permanente, mas sim à perda provisória de índole, aquilo que nos caracteriza como pessoas e nos alimenta dia após dia.